O preço do milho que você recebe no Brasil não depende só da oferta e demanda internas. Ele nasce da combinação entre a cotação internacional, formada na Bolsa de Chicago, e o câmbio — a relação entre o dólar e o real.
A conta que forma o preço
De forma simplificada, o preço doméstico acompanha o preço internacional convertido pelo dólar, mais ou menos o prêmio da sua região. Isso significa que uma alta do dólar pode melhorar seu preço em reais mesmo com Chicago estável — e uma queda do dólar pode corroer sua margem mesmo com o mercado externo firme.
Por que isso importa para o hedge
Se você trava apenas o preço internacional e deixa o câmbio solto, ainda está exposto a metade do risco. Uma estratégia completa protege preço e câmbio ao mesmo tempo. É aí que entram instrumentos como o NDF, que fixam a taxa de conversão sob medida.
Acompanhando os dois mercados
Decidir com estratégia significa olhar Chicago e o dólar juntos, todos os dias. Relatórios diários de mercado ajudam a identificar as janelas certas para travar preço, câmbio ou os dois.
Proteger a margem do milho é, no fim das contas, proteger as duas pontas da conta: o preço lá fora e o dólar aqui dentro.
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